“A ociosidade faz nascer o amor e, uma vez desperto, conserva-o; é a causa e o alimento deste mal delicioso. Suprime a ociosidade. (…) Tu, que queres ver-te livre do Amor, fica a saber que ele é inimigo da actividade. A moleza, o sono prolongado e sem interrupção, o jogo, as libações abundantes que deixam a cabeça vazia sem afectar o espírito, tiram-te toda a energia. Uma pessoa está desprevenida e o amor insinua-se, furtivamente. Esta criança é a companheira habitual da preguiça: detesta a actividade. O teu espírito está desocupado; dá-lhe trabalho que o ocupe totalmente.”
Ovídio (A Arte de Amar - Remédios contra o amor)

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